Não a conhecia; era uma viagem a qual não costumava fazer, embora corriqueira - de alguma maneira. Chovia muito forte e o ônibus fazia um trajeto linear, sem paradas até o destino. Dentro do veículo ao fim do dia nebuloso refletia o azul-petróleo com alguma luz que precisava aparecer, mas não era forte o bastante para ser. Eram tantas gotas nos vidros que demorei - mesmo de olho fixos - a perceber um caminho de lágrimas em seu rosto, rosto pasmo e amedrontado.
Tentei parar de encarar aquela cena. Ela estava com medo da viagem?
Só fui descobrir quando o ônibus chegou ao fim da linha. Observei cada leve movimento e vi uma leve mudança em seu semblante. Agora já não era mais frágil! Sentia-se firmeza no olhar; contudo ainda triste, lá no fundo, onde ficara sua felicidade.
A preocupação dela, ao encarar a rua, me intrigou negativamente. Dava a entender que esperava o pior acontecer. O que seria o pior, dada a circunstância?
Piorar, sempre pode!
Tentei parar de encarar aquela cena. Ela estava com medo da viagem?
Só fui descobrir quando o ônibus chegou ao fim da linha. Observei cada leve movimento e vi uma leve mudança em seu semblante. Agora já não era mais frágil! Sentia-se firmeza no olhar; contudo ainda triste, lá no fundo, onde ficara sua felicidade.
A preocupação dela, ao encarar a rua, me intrigou negativamente. Dava a entender que esperava o pior acontecer. O que seria o pior, dada a circunstância?
Piorar, sempre pode!
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