...os dias dos
chefes, homens covardes
com mau hálito e pezões, homens
que parecem sapos, hienas, homens que andam
como se não houvesse o ritmo, homens
que pensam ser inteligente contratar e despedir e
lucrar, homens que possuem esposas gastadeiras
como possuem 60 acres a serem semeados
ou exibidos ou defendidos dos
incompetentes, homens que o matariam
porque são loucos e explicam que
é a lei, homens que ficam de frente para
janelas de 10 metros e não vêem nada,
homens com iates luxuosos que podem navegar
mundo afora e ainda assim não sair de seu
mundinho, homens que são como caracóis, como enguias, como
lesmas, e ainda piores...
e nada garante seu último salário
no porto, na fábrica, no hospital, na
indústria de aviões, na galeria barata, na
barbearia, no emprego que você não queria
mesmo.
imposto de renda, doença, servidão, braços
quebrados, cabeças quebradas - todo o estofo
à mostra como em um travesseiro velho.
Charles Bukowski
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Um infeliz início.
Simpatizo com malucos: intérpretes ou não. Jogando fora um cigarro, ao chão, eu penso: preciso acreditar nos lixos desta cidade; eles podem estar vazios ou cheios de conteúdo, podem mesmo nem lixos ser.
Talvez não seja a melhor maneira de dar olá, talvez porque isto é praticamente um monólogo; contudo, não vou escrever nada definitivo, porém quero manter uma constância - ou quase isso, quando aqui me lamentar. Ao passar do tempo vou colocando minhas ideias (conto os dias para as pessoas nem saberem o que significam as palavras com este IMBECIL acordo ortográfico), pensamentos incompletos (quiçá complexos), paráfrases, citações e incitações, algo sobre música, livros, talvez cinema, comida, bebida, drogas, e/ou outros assuntos (não) polêmicos. Creio que discutirei comigo mesmo, apesar disso não vejo problema desde que verbalize (dã) o que preciso.
Talvez não seja a melhor maneira de dar olá, talvez porque isto é praticamente um monólogo; contudo, não vou escrever nada definitivo, porém quero manter uma constância - ou quase isso, quando aqui me lamentar. Ao passar do tempo vou colocando minhas ideias (conto os dias para as pessoas nem saberem o que significam as palavras com este IMBECIL acordo ortográfico), pensamentos incompletos (quiçá complexos), paráfrases, citações e incitações, algo sobre música, livros, talvez cinema, comida, bebida, drogas, e/ou outros assuntos (não) polêmicos. Creio que discutirei comigo mesmo, apesar disso não vejo problema desde que verbalize (dã) o que preciso.
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