terça-feira, 19 de abril de 2011

aposte a vida nisso ou deixe-a tomar conta de ti

Num dia desses a sensibilidade e a dor são tão grandes que a vontade de escrever ultrapassa qualquer limite. Aí tu vais pra frente do computador, digita linhas e linhas e não consegue precisar o que sente.
Frustra.
Dói.
Corrói.
Amargura na boca, no estômago, completa indisposição.
Tu tentas lembrar o que almoçou, bebeu, fumou, sentiu.
Então te dá por conta que não é nada disso; até fazem dias que estás socialmente limpo, na verdade estás sem vontade porque o tal do amor que te fizeram idealizar não funciona, embora tu tentes e faça força pra continuar a acreditar que um dia ele virá.
Cada frustração só te guia pra idéia de que esta é a única e se não for com ela não será mais.
Não foi, não é e não será a única.
Então relembras que é bom aprender. Que suportar - sem baixar a cabeça - dias como estes só te fazem lembrar que és um homem crescido, e como tal já aprendeu a sofrer em silêncio. Sem perturbar ninguém, a não ser a si - o próximo passo.
É melhor ser racional como ela foi.
Elas sempre querem mais.
Teu dinheiro é pouco.
Teu amor é rouco.
Teu sexo é fraco.
Teu companheirismo é pegajoso.
Teu apego é deprimente.
Tua dependência é crítica.
Tua conversa é melosa.
A música que tu ouves só faz barulho.
O filme que tu vês é sonolento.
O livro que tu lês é "intelectual demais".
Mais uma se foi, trate-a assim: pelo teu próprio bem, rapaz!
Amanhã já te esqueceste.

Não te prendas ao que não vai te levar a lugar algum.
Não dê valor pra quem não te dá consideração.

É assim que tem que ser.


domingo, 17 de abril de 2011

essência é quando:

não ignoro.
escrevo por que saboreio o que creio.
falo por necessidade, arbitrariedade.
penso, não sou alheio;
me calo.
te quero e não tenho.
não sou rasteiro.
amo em silêncio.
sorrio em solitude.
vez ou outra, em prantos caio.
sofro em paz, mas não (te) perturbo.
ouço teu cheiro,
sinto teu olho,
beijo tua serenidade,
abraço teu afago,
apago minha amargura.
cresço em minhas ausências.
não ligo para as aparências.
amo de novo, concretizo, exteriorizo e não (me) traio.
não tenho vergonha, me encontro.

sábado, 16 de abril de 2011

e deve

um poema pode ser prosa
um poema pode ser regular
um poema pode ter estrutura
pode ser AABB, ABBA, ABAB

um poema pode dizer coisas
que jamais imaginaste dizer
pode esconder eus que jamais serão
também explicitar agruras infantis,
medos juvenis,
atitudes viris,
vicissitudes de abril

um poema pode rimar
dizendo amor, tesão e ódio
louvor, pressão e ópio
um poema pode ser o que ele quiser

um poema pode ser
óbvio,
verborrágico,
inusitado,
crítico,
apaixonado,
cético,
embriagado,
épico,
impossível,
extraordinário,
desprezível,
sensível,
crível,
louvável,
afável
perdedor.

este tal poema pode sim ser o que quiser
só não pode ser
se não deixares as linhas em branco
de sua existência pegarem no tranco.

just about thinking

think about your life
about the friends you recognize,
the streets you walked by the moonlight,
the things you said you would do
but you didn't

think about the love you shared
the love you had miss
the love you hold
the love who gides you
think about the man you were
the man you are

be the man that you became