segunda-feira, 27 de setembro de 2010
naturaleza
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Ao censo: senso!
Controlei o desgosto e mantive o silêncio; afinal, tenho repulsa de toda essa gente que gosta de apontar o dedo na cara das pessoas e dizer o que fazer ou não fazer e o que é melhor àquela, e se não gosto que façam comigo não faço com os outros – sou coerente. Cada um sabe o que faz da vida; entanto, é imprescindível conhecer a consequência de atos impensados.
Vamos ao diálogo. Rápido e rasteiro:
Ascensorista: - aquela gente do IBGE foi na tua casa?
Faxineira: - não.
Ascensorista: - eles foram lá na minha, mas eu não atendi. Que quê querem saber da minha vida?
O que mais me revolta nisso tudo é que as amigas de banheiro, a manicure, a cabeleireira e todas essas amizades superficiais sabem – e muito – da vida desta pessoa. Mais ainda, sabem dos problemas mais nebulosos e que, por vezes, nem mesmo os filhos, o marido e os verdadeiros amigos sabem.
Não gosto de me alongar escrevendo neste blog, pois já tenho poucos (quando muito algum) leitores e um texto denso só afastá-los-ia, creio. Então, com contundência, há dois pontos relevantes a serem pensados.
1) O IBGE vem tendo grandes dificuldades nas entrevistas para este Censo 2010, não só no Rio Grande do Sul, mas principalmente nesta estância de São Pedro. O que mais se divulga é que os mais favorecidos e moradores de bairros mais nobres tem se negado a responder ao questionário. Por um sem-número de razões, quais sejam: fobia a assaltos, pedantismo, dados a esconder, bla bla bla. Entretanto, o diálogo acima prova que nem só nestas castas da sociedade há empecilhos, e sim em todas. Baixa, média ou alta. Relevante mesmo é que tais pessoas trabalham normalmente, não deixam de viver e mentem a si mesmos ACREDITANDO que cumprem assim seu belo papel no quadro social, como diria o visionário Raul Seixas.
2) Estas mesmas pessoas que mantém as portas fechadas aos recenseadores serão as mesmas pessoas que reclamarão das políticas tomadas pelo governo. Negligenciam que a base de dados usados na elaboração de tais políticas provém das informações que deveriam ter sido dadas por toda a população, contando consigo – e em primeiro lugar!
Que bom que sei que o silêncio é o mais sublime dos sons; que a escrita me é a melhor expressão de sentimentos. Posso ser estatística e motor.
PS: Não gosto de escrever na primeira pessoa, me soa arrogante. Gostando ou não, desta vez foi necessário.
domingo, 12 de setembro de 2010
Rossana
Tentei parar de encarar aquela cena. Ela estava com medo da viagem?
Só fui descobrir quando o ônibus chegou ao fim da linha. Observei cada leve movimento e vi uma leve mudança em seu semblante. Agora já não era mais frágil! Sentia-se firmeza no olhar; contudo ainda triste, lá no fundo, onde ficara sua felicidade.
A preocupação dela, ao encarar a rua, me intrigou negativamente. Dava a entender que esperava o pior acontecer. O que seria o pior, dada a circunstância?
Piorar, sempre pode!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
arrego
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eu e meus amigos precisamos diminuir,
meus amigos e eu deveríamos parar.
são oito horas da manhã e é necessário dormir
não cansamos de nos embriagar
a vida precisa de uma direção na hora certa
e o sol queimando nessa manhã dá o alerta,
pois a luz dos olhos já embaça.
não queremos nos perder à luz do dia
embora queiramos uma vida contente
é preciso agir em isonomia!
