sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

conforto desconfortável

cai a chuva e que bom
é poder estar deste lado
deste lado
onde não molha

posso dormir sem preocupar-me
em tirar a lama do assoalho
triste fim daquele
que sem telhado

sabe que quebra qualquer peão
a chuva no meio da escuridão.
só clareia o paredão;
no raio lampejante da solidão

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

grilhão

Se o que me prende a este mundo é o presente, vivo por ti: o meu maior.