sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

conforto desconfortável

cai a chuva e que bom
é poder estar deste lado
deste lado
onde não molha

posso dormir sem preocupar-me
em tirar a lama do assoalho
triste fim daquele
que sem telhado

sabe que quebra qualquer peão
a chuva no meio da escuridão.
só clareia o paredão;
no raio lampejante da solidão

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

grilhão

Se o que me prende a este mundo é o presente, vivo por ti: o meu maior.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

raulzito preci(o)so


O que é que a ciência tem?
Tem lápis de calcular
Que é mais que a ciência tem?
Borracha pra depois apagar
Você já foi ao espelho, nego?
Não?
Então vá!

Raul Seixas - Todo mundo explica

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hipócrita

Em seu pedestal, o gran chefe fala com arrogância e certeza sobre o caminho fétido e tortuoso que nossa sociedade está a trilhar graças à massa alienada.

Como se o que importasse fossem suas opiniões.


E não suas atitudes.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

satisfaça-te consigo

Contigo, qualquer diversão me agrada.
Tua preocupação em me agradar se faz desnecessária se comigo satisfeita estiveres: alegria!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

noite lenta

necessito um travesseiro com tua textura.
não havendo a possibilidade de encontrar algum
deixar-me-ei levar por tua ternura
que me guiará ao esplendor do que temos em comum

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ao corrompido

se nossos sonhos
são mentiras
qual é o ponto de partida
do que somos?

o mundo em uma harpa

Irremediáveis dias que se passam e novamente é virada de mês.
Aluguel, luz, água, supermercado... contas que você nem mesmo sabe por que fez...
E afinal, para quê servem?
Se desta vida nem os anjos levam o que querem.

domingo, 30 de outubro de 2011

mestre

Dizes que a beleza não é nada? Imagina um hipopótamo com alma de anjo... Sim, ele poderá convencer os outros de sua angelitude - mas que trabalheira.

Mario Quintana

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

ingratidão pós-moderna

Não há maior insulto ao poeta senão ser lido em fragmentos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

fuja com este teu orgulho

Não me aborreça com teus palpites sobre minha repetitividade.
No fim das contas, deixo as palavras bonitas para quem as saiba tecer.
Ainda que isto parta da minha perspectiva, opinião não é versatilidade.
Além do mais, não serás tu a me sustentar quando eu
[longe de ti,
decidir crescer.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

e foi avisado

A paixão assola tua vaidade,
suprime tuas necessidades vitais.
Segundos de ausência e o vazio te engole,
queres vomitar as vísceras.

Soubeste um dia que estas coisas acontecem,
porém jamais imaginaste que seria assim.
Não tens vergonha de ser patético,
como ousaste ter sido indiferente toda a vida até aqui?

Malditos livros que contam estorinhas e... e agora tu entendes.
Todo aquele chorôrô sem sentido,
[faz todo o sentido.

Derradeira hora que me assolas, senhora paixão.
Dá-me o número de atendimento ao consumidor.
Alguém mais deve querer reclamar.

Tenho deixado de lado minha carreira, meus amigos e meus crivos.
Ainda assim não tenho coragem de olhar pra cima e qualquer coisa reivindicar.
Confesso que aonde e com quem estou, resume tudo o que poderia desejar.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

segue o teu caminho

Ouço bem o que dizem.
(Que grande perda de tempo!)
Não profiro uma palavra sequer.
Optar por não dizer coisa qualquer só me mostra quão difícil é o diálogo com estes que não sabem o que querem e, ainda assim, não refletirão jamais.
Como é possível progredir sem se conhecer?
Como proverão ao mundo qualquer lapso de contribuição?
Quando muito reproduzirão...
Quem diria um simples gesto cordial?
Não, somente algo obsceno.

É bom que não esqueça: eles TÊM opções.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

viva essa idade

o amor é como uma criança indefesa.
se deixares de o alimentar
ele solitário irá fenecer,
brilho algum há de restar.
nos olhos fechados: tristeza;
tão florido poderia crescer
e, aos poucos, foi deixado
[para trás...

domingo, 25 de setembro de 2011

não é mesmo?

de tanto superestimar
deixamos de aproveitar
o que é verdadeiro e pleno
em troca de desespero eterno

sábado, 24 de setembro de 2011

cerca viva

ser romântico não significa a idealização
e sim o atendimento à necessidade
um acordar na noite com um sopro na nuca
e esquecer que a vida é dura

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O não dançar

Na incapacidade de compartilhar o que somos com alguém compartilhamos o que queremos ser, sem ninguém.

amálgama

não faz sentido pedir perdão
se posso incutir calor.
qual o problema de ignorar o sermão
e andar na linha a favor do esplendor?

a garota em seu alívio salutar
me faz crer que o problema
não é o sabor desandar,
e sim o perdão de algema.

sábado, 10 de setembro de 2011

À forca

Incapazes de enxergar qualquer incesto que seja capaz de viver, ludibriados pela idéia de sermos apenas outro grão de pó a formar a matéria-prima deste tijolos - tão capazes - ignoramos a grandeza do companheirismo e da cumplicidade.
Optamos por gostar de nós mesmos. Nem ao menos temos conhecimento do que nos faz, de fato, melhores.
Ao caminhar no contra-fluxo não percebemos todos estes que adentram o lixo, dormem nas ruas, mendigam não só nosso dinheiro: nossa (des)atenção, nosso potencial, nossos sonhos, por que não?
Intuitivamente é mais fácil culpar os outros por nossos erros.
Nos vangloriar pelos fugazes acertos.
Acreditar em nossa plena capacidade.
Crer na possibilidade de ir além, transcender.

Crescidos seríamos se ao alinhavar nossos ideais nos preocupássemos mais em compartilhar a grandeza que existe aqui, escondida e latente - clamando por atenção.
Me declaro culpado e digno de sentença perpétua por todo o mal que a mim, e a ti, fiz.
Me declaro culpado e indigno de viver por todo o bem que não fiz, quando tive a chance.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

amarra passional

este cheiro que me atrai,
e induz-me a teu pescoço beijar
me diz que quando em meus braços cai
é por puro e simples bem-estar.

distintas mãos a entrelaçar-se,
sincero e leve movimento,
impede que eu vire as costas
severo e rude como o vento

domingo, 4 de setembro de 2011

esquisito

eu que quero fugir de mim
e esquecer do passado
jogar tudo pra frente
ver o mundo
com a tua lente
saber como tu mentes

terça-feira, 16 de agosto de 2011

estupidez

é dormir seis horas, intempestivo
acordar outras dezoito
completar as tais vinte e quatro
acordar do onirismo

acreditar no falso empirismo
que é estar afoito
pelo simples fato
de o vazio ser imperativo

por que não cheio de vida
por que não criativo
por que o paliativo
é tão insaciável

ao menos um pouco de esperança no aforismo
ao menos um pouco pra ceder
um piano a tocar
uma canção e nada mais

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

meia-noite e um pouco mais

de início, eu gostaria de entender este espaço - sem alarde -
atitudes carinhosas tendem a completar-se na carne.
como não tens coragem de te entregar,
não serei tolo a fim de tentar explicar.
[o pouco que sinto

sentir-se mal faz parte, às vezes arde.
um pequeno gesto bastaria, soaria menos covarde.
pra fim de papo: nobre vento seja o primeiro a levar o que ficou em aberto,
não quero, ao fim e ao cabo, me fazer de esperto;

[pretensão é sorrir sem um motivo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

atrevido

do meu baralho resta um ás
que de mansinho abre passagem
vencendo vertigens e aragem
pra enlaçar-te como faz o capataz

não satisfeito, meu ás,
chega perto de teu peito
e quer agora ter um par
pra passar o dia a divagar

e ao lhe tocar, logo atrás,
virá um jovem sem defeito
dizer-me eloquaz:
'pare de apertar, pare de rimar!

esta língua solta
e esta mão bem boba
são vulgares como ultrajes'
popular

domingo, 31 de julho de 2011

tendência

cabelo falso
unha pintada
peito falso
muito desejada

cara de amiga
jeito de alada
completa ladina
pouco amada

sorriso transgênico
corpo de violão
ódio miscigênico

andando em vão
perdida em maldade
absorta em vaidade

quinta-feira, 21 de julho de 2011

azul e preto

Algo me assolou.

Não consigo parar de (pensar e) escrever.
Grande parte destas linhas não fazem sentido algum.
Estas palavras jorradas atingem a tudo e a todos sem discriminação.
Falo mal do futebol e do mundo da bola. Dos cartolas enriquecendo e rindo de nossas caras vermelhas empaspalhadas!
Critico a falta de vivacidade e tendência norte-americanizada desta nossa geração perdida (não aquela batizada - nos anos 20 - por Gertrude Stein!).
Como são alheios a quem cruza seus caminhos, não dão valor ao acaso, somente ao descaso - em seus tratamentos.
Passam horas fritando a cabeça em salões de beleza, como se isto fizesse os neurônios entrar em conflito para criar!
Pintam as unhas, depilam o peito, a virilha, as pernas, a vergonha na cara.
Estudam línguas contraindo monilíase.
Deveria eu, era ter vergonha de cuspir tanto ódio e de ser tão taxativo.
Não posso!
Não estou excluso.
Ao revés, cada alvejada eloqüente é um golpe em meu cérebro.
Não, em minha alma.
Pior, em meu caráter!
Melhor, não em minha personalidade.
Sempre acreditei ser melhor não tentar definir-se. Ainda acho.
Vai ver é por isso que passo a tentar me enquadrar em alguma palavra, e não em um grupo: hábito de quem gosta de brincar com as palavras. De quem as namora; com calma, com pressa.
Pouco a pouco me vejo mais maleável, mais aberto, menos intransponível, mais astuto, menos intransigente, mais carne, mais osso, menos racional.
Dançando insolente; sofrendo por besteiras.
Sinto falta dos verdadeiros amigos. Embora não estejam presentes não significa que sejam ausentes em minha vida, ao contrário, vejo a saudade como a melhor forma de demonstrar o quão importantes eles são.
Confesso ter medo de perder a leveza e o brilho da vivência sendo tão amargo.
Me fiz entender?

Me olhando bem, no espelho, até dá medo do que encontrar aqui dentro se eu continuar fuçando.
Pensando melhor, por que ter medo de ser eu mesmo, quando é isto que nossa juventude ébria mais procura?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

taste

a shot in the dark
love in the spot
feeling as hot as
a tall blonde in black

gaudério velho

Sabido mesmo é o gaudério velho que 'tá sempre a cuidar de si, da prenda e das crias.'
Quando encilha o crioulo e sai a trotezito no más não precisa pensar de mais, só sentir o minuano gelado na cara, apear e fechar o cigarrillo de palha.
Inspirar e exalar.
Sentir-se humilde e satisfeito.
Sem muito dinheiro, sem sujeira, sem vocação p'ra futilidades.
Sol e sombra, mate e pomba.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

seletiva

acorda de susto com um pé p'ra fora
prova meu pão torrado, come uma amora
toma um café coado à meia
não se importa com a aparência alheia

se a rua te intimida, o barulho rasga
barbeia tua cara, cai fora.
sublime manhã gelada e úmida
do lado externo - é inverno
não te importa - o conflito sempre foi interno

se a têxtura dela é plumbum
não te envergonha porque a tua é pluma
teu inferno astral esquenta o vento
acalenta um tento e corre enquanto é tempo

aquele olhar congelado
é só amargura enviesada;
resiliência de chumbo acaba com fogo
calado

domingo, 10 de julho de 2011

05:43

É patético como tu cuidas mal das coisas que possui.
Das pessoas que te cercam.
De ti.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

afimartivas são certeiras

whatever changes your perspective
may keep you warm.
whatever makes you change
can give you satisfaction.
whatever you didn't do
is the pain for no action.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

cru

Não tenho feito muito sentido, ultimamente.
Tenho bebido em livrarias, almoçado em banheiros, lido cartas em bares.
Ignorando quem me ama.
Idolatrando vilões.
Menosprezando a humildade.
Amando quem me ignora.
Sentindo frio, ainda que presenciando a aurora.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

sem pontuacao

tu já te sentiste como uma formiga na multidão
de pessoas
andando pra lá e pra cá sempre sabendo o rumo
até que vem alguém
e te pisa e torce o pé
pra ter certeza de que
tu estás bem
...morta!
já te sentiste confuso
como querer o mundo todo aos teus pés
mas não fazer nada por isso
por não ter certeza de que
de fato
é o melhor
desejar o melhor beijo
e na hora negar com
a faca e o queijo
na mão
chegar em casa com zelo
e sua dama essa sim beijar
perder teus filhos de vista
fechar os olhos
mesmo sem querer
e ao lado deles acordar
se sentir salvo por um copo
cheio de vazio
e esquecer de que o conselho
sobre como abraçar uma
nova
velha
garota
cheia
de dor
foi teu irmão quem deu
sentir toda a tristessa desse mundo em tuas entranhas
e ainda assim continuar a nada fazer
apenas deixar para amanhã o que devia ter feito ante-ontem
o que deveria fazer agora
quão errado pode tudo acabar
se eu aquecer esta loucura de mudar
mas e se eu estático permanecer
o que vai ser
bem não sei
só o clamor de minha vida enaltece
o que sempre quis
quando tudo acaba
teu devaneio
pára
por
ora
mas
nunca
deixa
de
te
confundir
até
que
tu
desistas
de

quinta-feira, 2 de junho de 2011

linhas tortas

voltava pra casa abatido, de peito erguido;
o caminho era longo o suficiente
pra eu ter orgulho de ser persistente,
não encontrei nenhum amigo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

dúvida

ter a chance de se trair e
não ceder

terça-feira, 19 de abril de 2011

aposte a vida nisso ou deixe-a tomar conta de ti

Num dia desses a sensibilidade e a dor são tão grandes que a vontade de escrever ultrapassa qualquer limite. Aí tu vais pra frente do computador, digita linhas e linhas e não consegue precisar o que sente.
Frustra.
Dói.
Corrói.
Amargura na boca, no estômago, completa indisposição.
Tu tentas lembrar o que almoçou, bebeu, fumou, sentiu.
Então te dá por conta que não é nada disso; até fazem dias que estás socialmente limpo, na verdade estás sem vontade porque o tal do amor que te fizeram idealizar não funciona, embora tu tentes e faça força pra continuar a acreditar que um dia ele virá.
Cada frustração só te guia pra idéia de que esta é a única e se não for com ela não será mais.
Não foi, não é e não será a única.
Então relembras que é bom aprender. Que suportar - sem baixar a cabeça - dias como estes só te fazem lembrar que és um homem crescido, e como tal já aprendeu a sofrer em silêncio. Sem perturbar ninguém, a não ser a si - o próximo passo.
É melhor ser racional como ela foi.
Elas sempre querem mais.
Teu dinheiro é pouco.
Teu amor é rouco.
Teu sexo é fraco.
Teu companheirismo é pegajoso.
Teu apego é deprimente.
Tua dependência é crítica.
Tua conversa é melosa.
A música que tu ouves só faz barulho.
O filme que tu vês é sonolento.
O livro que tu lês é "intelectual demais".
Mais uma se foi, trate-a assim: pelo teu próprio bem, rapaz!
Amanhã já te esqueceste.

Não te prendas ao que não vai te levar a lugar algum.
Não dê valor pra quem não te dá consideração.

É assim que tem que ser.


domingo, 17 de abril de 2011

essência é quando:

não ignoro.
escrevo por que saboreio o que creio.
falo por necessidade, arbitrariedade.
penso, não sou alheio;
me calo.
te quero e não tenho.
não sou rasteiro.
amo em silêncio.
sorrio em solitude.
vez ou outra, em prantos caio.
sofro em paz, mas não (te) perturbo.
ouço teu cheiro,
sinto teu olho,
beijo tua serenidade,
abraço teu afago,
apago minha amargura.
cresço em minhas ausências.
não ligo para as aparências.
amo de novo, concretizo, exteriorizo e não (me) traio.
não tenho vergonha, me encontro.

sábado, 16 de abril de 2011

e deve

um poema pode ser prosa
um poema pode ser regular
um poema pode ter estrutura
pode ser AABB, ABBA, ABAB

um poema pode dizer coisas
que jamais imaginaste dizer
pode esconder eus que jamais serão
também explicitar agruras infantis,
medos juvenis,
atitudes viris,
vicissitudes de abril

um poema pode rimar
dizendo amor, tesão e ódio
louvor, pressão e ópio
um poema pode ser o que ele quiser

um poema pode ser
óbvio,
verborrágico,
inusitado,
crítico,
apaixonado,
cético,
embriagado,
épico,
impossível,
extraordinário,
desprezível,
sensível,
crível,
louvável,
afável
perdedor.

este tal poema pode sim ser o que quiser
só não pode ser
se não deixares as linhas em branco
de sua existência pegarem no tranco.

just about thinking

think about your life
about the friends you recognize,
the streets you walked by the moonlight,
the things you said you would do
but you didn't

think about the love you shared
the love you had miss
the love you hold
the love who gides you
think about the man you were
the man you are

be the man that you became

sexta-feira, 11 de março de 2011

reconhecer

de tudo que almejei,
o pouco que me resta
com louvor conquistei.
me é suficiente
para que eu continue,
sempre,
a ser paciente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

clamor

fico acordado à noite
comigo pensando, aqui.
escrevo canções sinceras
pra quando rair o dia
eu poder sonhar
que as cantei para ti

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

pó e pedras

E ao longo das ruas há postes,

Postes e suas luzes acesas sempre a brilhar

E a ofuscar as idéias de quem deixou

Na última esquina seu último suspiro;

O vão entre a porta e a silhueta

De quem está perdido nesta andança

A luz brilha lá fora, agora.

A luz brilha em alguns olhos enquanto os meus

Só opacos podem estar.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

persuasão fluida

Um pai para te guiar
Uma mãe para te confortar
Um amigo para te abraçar
O seu amor para amar
A liberdade pra gozar;
sorrir
sem se importar.
Não fingir ser o que não se é!

domingo, 9 de janeiro de 2011

nau-frago-u

filho, tu tens que aprender
a aceitar e conviver com as pessoas.
eu sei que tu pensas conhecê-las
e quer abraçar o mundo
resolvendo o problema de todos.
já esqueceste de aproveitar estas garoas
passando o tempo a fantasiar
o quão lindo seria se todos fossemos
nós
e não proa.