Dentro de mim há sons que forçam saída. Eu os reprimo.
Eles continuam a fazer força, sufocam-me.
Querem tomar as rédeas e assumir o controle, mas eu não deixo.
Assim me propõem um diálogo, porém não compreendo o que dizem. Eles me machucam, na verdade.
Tenho medo de mirá-los nos olhos.
Então gesticulam para que eu deixe de ser irredutível e os liberte.
Não tenho coragem para olhar; no entanto, sei que estes sons abafados querem tomar a direção que eu tanto tenho evitado.
Sei que estão aqui muito antes de mim, antes mesmo de nascerem meus receios.
Sei que são eu.
Sei que eu os sou.
Não sei por que não os harmonizo e dando asas a nossa melodia.