Incapazes de enxergar qualquer incesto que seja capaz de viver, ludibriados pela idéia de sermos apenas outro grão de pó a formar a matéria-prima deste tijolos - tão capazes - ignoramos a grandeza do companheirismo e da cumplicidade.
Optamos por gostar de nós mesmos. Nem ao menos temos conhecimento do que nos faz, de fato, melhores.
Ao caminhar no contra-fluxo não percebemos todos estes que adentram o lixo, dormem nas ruas, mendigam não só nosso dinheiro: nossa (des)atenção, nosso potencial, nossos sonhos, por que não?
Intuitivamente é mais fácil culpar os outros por nossos erros.
Nos vangloriar pelos fugazes acertos.
Acreditar em nossa plena capacidade.
Crer na possibilidade de ir além, transcender.
Crescidos seríamos se ao alinhavar nossos ideais nos preocupássemos mais em compartilhar a grandeza que existe aqui, escondida e latente - clamando por atenção.
Me declaro culpado e digno de sentença perpétua por todo o mal que a mim, e a ti, fiz.
Me declaro culpado e indigno de viver por todo o bem que não fiz, quando tive a chance.