segunda-feira, 1 de agosto de 2011

atrevido

do meu baralho resta um ás
que de mansinho abre passagem
vencendo vertigens e aragem
pra enlaçar-te como faz o capataz

não satisfeito, meu ás,
chega perto de teu peito
e quer agora ter um par
pra passar o dia a divagar

e ao lhe tocar, logo atrás,
virá um jovem sem defeito
dizer-me eloquaz:
'pare de apertar, pare de rimar!

esta língua solta
e esta mão bem boba
são vulgares como ultrajes'
popular

Nenhum comentário:

Postar um comentário